domingo, 10 de novembro de 2019

Cachorro Quente


  Não consigo ser feliz, quando vejo situações que põe a humanidade em questionamento.
  De fato será que há limite para a felicidade? Então vejamos:
  Não consigo ser feliz ao passar pela rua e observar, na outra calçada um lixo sendo revirado em plena tarde de uma segunda feira. O dia estava quente, aliás muito quente. Vinha eu caminhando pensando, ah como sempre, pensando que estava atrasado para um compromisso familiar. Ao longe no outro lado da rua na calçada, em frente ao muro de uma Escola, tinha uma pá de saco de lixo dos grandes, amontoados, pretos. Avistei uma imagem escura maior que o lixo. Quanto mais me aproximava, a imagem ficava maior, até que se tornou nítida. Num piscar de olhos aquela imagem sumiu de minha observação. Pensei que eu estava tendo uma alucinação. Talvez o calor houvesse projetado aquelas ilusões que vemos no asfalto parecendo que está evaporando, ou o sol havia projetado uma sombra de algum passante. De um carro, de um pássaro ou algo do tipo. Foquei minha visão, a imagem escura estava no nível do lixo, havia uma cabeça, braços e pernas. Era um corpo! Havia movimento pois os sacos de lixo se moviam ora para baixo e ora para cima. Ninguém passava naquela calçada, apesar de estar com sombra nesse dia muito quente.
  Fiquei intrigado com o que via, ainda andando virei um pouco o meu olhar para frente, observei um carro na esquina que vendia lanches, sabe esses lanches de barraquinha, cachorro quente, completo e prensado. Eu não gosto do completo, e sempre que como um, peço para colocar somente os ingredientes que gosto e não peço para prensar não, não gosto, o pão fica muito amaçado e queimado, prefiro o lanche aberto mesmo, vendo a batata palha cair ao ser mordido, sujando a mão com aqueles molhos. Pra que tanto Molho? Mas o danado é bom.
- Boa tarde! Faz uma lanche completo para viagem por favor?
  Nunca compro para viagem, como ali mesmo de pé, e quando tem aqueles banquinhos de plástico, sento. Enquanto degusto o lanche com uma bela ‘coca-cola’  gelada, observo as pessoas passarem.
  Então conversamos enquanto o lanche era preparado. Sabe essas conversas óbvias, mas que ajuda a passar o tempo?
- Ahhh como esquentou hoje!
- Também não há mais natureza é tudo cinzento!
- Sim e esses políticos então, que possuem fazendas de gado e desmatam tudo para pastagem!
- Pois é. E agente aqui nesse calorão. Mas amanhã deu que vai esfriar.
- Ai graças porque se o verão for assim estamos fritos!
- Seu lanche ficou pronto.
   Paguei. Levantei o braço. Aquela figura  escura olhou e os dez metros de distância se reduziram a centímetros. Entreguei a sacola.  Me agradeceu, dizendo obrigado e Deus te abençoe.
Nada de surpresa pois a figura havia lambido um papel que embalava um chocolate, retirada do lixo.
 Não consigo ser feliz, quando vejo situações que põe a humanidade em questionamento. Segui adiante honrando os compromissos e com uma imagem escura em meu espírito, que de  um lixo se alimentou lambendo uma embalagem de um suposto chocolate, que outrora deixou alguém feliz.

Marcelo Barna. 06 de novembro de 2019.

sábado, 28 de setembro de 2019

2ª INTERVENÇÃO LITERÁRIA COM CRIANÇAS E JOVENS NA ONG MAI

Quinta feira 26 de setembro de 2019
Intervenção com crianças.
   Neste dia montamos o painel com todos os desenhos feitos por elas. Todos participaram da atividade, com empenho e interesse. O painel ficou muito bonito, e foi permitido expô-lo na entrada da ONG MAI que dá acesso à igreja que fica no andar de baixo do salão aonde são realizadas as atividades.











  Com os jovens, foi proposto que abrissem o livro do Poeta Sérgio Vaz e lessem a primeira poesia que ali se encontrava. Cada um fez a sua escolha e leitura. Após a leitura foi proposto que escolhessem palavras que levei recortadas de revista e falassem o que aquela palavra significava para eles. Surgiram assuntos como Beleza, Duração, Altura, Estudar e outras. Colamos em um painel para poder dar continuidade na próxima intervenção. Ao serem perguntados sobre a experiência, relataram que foi bom, que traz coisas novas e uma jovem disse: “Gostei, vou vir todas as quintas-feiras agora”. Segue abaixo as fotos. 











sexta-feira, 26 de julho de 2019

Encontrei no Lixo!


  Aonde está a inspiração para escrever? Sumiu. Desapareceu.
  Estava caminhando, atividade que há muito não fazia, e me veio esse questionamento. Por que parei de escrever? O que me motivava a escrever antes? Não sei responder, pois como já mencionei, escrevo a deriva, sem cobranças de editoras ou prazos. Também; não sou escritor.
  Quanto a isso fui considerado um cronista e poeta por uma pessoa especialista em linguística e análise sintática, que teve acesso ao meu “Livrinho” através de uma gentileza. Não era uma pessoa qualquer ou uma leitora. Trata-se de uma pessoa com um alto cargo em um departamento público que me fez o convite, assim como para outra pessoa também de um importante cargo público próxima a mim,  para irmos ao seu gabinete conversar. Não é mentira não, mesmo porque não tenho motivos para mentir, já que o que escrevo é para ser lido, talvez rapidamente. Guardo o nome e os cargos dessas pessoas apenas para não expor a questão.
  Se fui considerado, digamos um escritor, então o que me levou a parar de escrever. Confesso que não tenho mais inspirações até esse momento, e um certo ar melancólico me impede de dar continuidade a essa atividade, já que penso escrever para que? Para quem?
   Porém meu espírito, sem ser do meu controle, fica buscando inspiração. Estava caminhando como há muito não fazia. Cabeça baixa, andando, andando, andando. Sim! Estava com tênis, coisa rara de colocar nos pés quando vou caminhar, prefiro chinelo de borracha ou sandália.          Estava de tênis e moletom, caminhando.
   Cabeça baixa, pois na avenida que eu caminhava, só haviam comércios, comércio disso e comércio daquilo. Não me atraio por lojas, não vejo graça nelas. Prefiro chão de terra e árvores ao meu lado. Rios, lagos, não desses parados, mas aqueles que são formados a partir de cachoeiras que beiram a estrada.
   Estava olhando para baixo, apesar da avenida ser bonita, comecei a observar o que havia na calçada e nas guias. Lixo. Sim. Lixo. E mais lixo. Para onde olhava tinha um lixinho no chão.
  Garrafinhas pet que alguém bebeu e digamos esqueceu ali. Lata de cerveja vazia que talvez algum distraído deixou cair da sacola que iria levar para sua casa para poder depositá-la em seu lixo. Papéis de bala que talvez alguma criança sem os pais terem percebido deixou escorregar de sua mãozinha. Caminhava, observava e pensava.
  Uma avenida bonita, uma avenida que pode proporcionar uma caminhada!, Por que tantos esquecem seus materias que os sustentaram de alguma maneira ou deram prazer, poderiam ter tido um destino correto. Acompanhado seus donos e ali discretamente em algum cesto os deixariam, para poderem ter um outro rumo, mais respeitoso e descente para a sua existência.
   Prefiro acreditar na distração das pessoas, pois vivemos em tempo que após nos alimentar e ingerir algo prazeroso, aliado com a pressa, as pessoas esquecem que logo ali, pode ter um depósito dos rejeitos de seus prazeres, e que logo atrás vem alguém caminhando, que prefere observar as folhas que caem das árvores e formam um tapete verde e poder lembrar que o espaço público também pode ser algo a admirar.
   Faço um apelo: não despreze seu lixo de qualquer maneira, como se ele não fosse nada. Carregue ele consigo, simplesmente não o abandone em qualquer lugar na rua, na guia, no chão. Tenha um forte amor pelo que o que você acabou de produzir. Ele é seu. Cuide dele com carinho. Guarde-o consigo até poder dar ao seu lixinho o destino apropriado.
Não abandone seu lixo.

Marcelo Barna. 26 de julho de 2019


sábado, 6 de julho de 2019

UMA BUSCA DE SI!


    Em verdade eu vos digo. Isso é fato.
   Estive só por quatro dias, em uma viagem que fiz. Estava em busca de respostas, o que me é comum, mas desta vez estava só. Eu, a natureza, um belo rio, minha barraca, rodeado de montanhas e cachoeira. Havia vizinhos, porém, o contato era esporádico, na verdade um vizinho, um casal, um pouco distante de onde eu estava acomodado.
   Estava em busca de respostas, diante a conflitos existenciais. Em busca de respostas sobre Deus e minha espiritualidade. Em busca de respostas sobre solidão e retidão.
   ‘Ora at Labora’ – ore e trabalhe – assim nos deixou esse legado São Bento de Núrsia. Ora et Labora, foi o que fiz. Orações, meditações e trabalho para manter minha estada em algo agradável e organizada.
   Ao me dispor a ficar só, na mata, não sabia o que iria encontrar, digo encontrar dentro de mim, pois andava tenso, com raiva, ódio, e demais sentimentos como pode ser lido no texto ‘Simples Assim. O tempo ia passando, a manhã, a tarde, a noite. Um passar de tempo vagaroso, parecia que tudo estava parado. Eu ali naquele local, ora sentado contemplando o rio, ora indo até a cachoeira, permitindo ficar no presente, apenas estar ali.
   Nada de respostas. Ia vez e outra conversar com o casal vizinho. Me retirava. Ia caminhar na estrada de terra, apreciar a montanha e o céu com sua cor azulada. Buscava não pensar em nada e permitir que respostas viessem. E nada de respostas.
   Estava naquele local para me tornar uma pessoa melhor, em busca de algo que não sabia o que era. Apenas estava, já que minha condição mental e espiritual estava no limite.
   Vez e outra batia saudades de minha casa e de minha família, mas não podia voltar até o prazo que eu havia me dado, que acabou sendo reduzido a um dia a menos, pois iria chover no dia previsto de meu retorno, e não teria condições de desmontar o acampamento debaixo de chuva.
   A questão é que de fato nos dias em que passei não tive respostas racionais, mas senti muito alivio das condições psíquicas e espirituais. Paz. Paz. Paz. Serenidade diante a vida, ao tempo e às pessoas. Serenidade absoluta diante a tudo que me rodeia nesta vida.
   Não importa qual oração faça, Sou um.
   E ao conversar com um Romeiro que estava em um grupo grande, eu disse a ele: ‘Minha romaria é esta. Estar aqui, nesta natureza’. Qual natureza? A externa, física, ou a interna, sereno?
   Não acredito que ainda eu tenha tido as repostas, mas diante a solidão e retidão, tive o ímpeto certeiro de que só não sou, mas vivo em retidão. Retidão de espírito, um chamado para perceber e sentir que o que de fato importa nesta vida é estar em natureza.
   Quanto às repostas estas nos são dadas somente quando passamos pela serenidade.

Marcelo Barna, 06 de julho de 2019.

sábado, 29 de junho de 2019

SIMPLES ASSIM!


  Uma certa tristeza me toma nos últimos tempos. Por vezes acompanha-a o Ódio, a Raiva e o Desespero.
   Não há evidências óbvias sobre esses sentimentos, apenas os sinto, assim como um desejo de me isolar, pois já sinto que não desejo viver nesse mundo, apenas pertencer a ele.
   Esse isolamento já ocorre dentro de mim, na qual possuo uma vida quase que monástica, não possuindo amigos, não participando de festas e demais encontros que ocorrem, salvo raras exceções na qual minha família participa, digo minha família sendo apenas minha esposa e minha filha.
   Esse isolamento vem de observações que ocorreram durante minha vida na qual parece haver algo em mim que repele contatos e manutenção de vínculos familiares e de amizades. Talvez um chamado da alma.
  Sim a tristeza é presente não de hoje, mas já há tempos.
  Busco conforto na sabedoria e na filosofia, por vezes grega, por vezes cristã e por vezes hindu.
  Esses ensinamentos na qual me atenho promovem uma certa ‘expansão da consciência’ e uma maior observação do que ocorre a nossa volta, podendo nos trazer a um mundo na qual somente a nós pertence, como diz São Paulo na carta aos Coríntios: o “Por que a minha liberdade haveria de ser julgada por outra consciência” e em outro trecho anterior a esse, o mesmo diz: “Guardai a tua fé para ti mesmo”.
  Essas buscas representam a dor de um pensamento reflexivo junto a uma alma inquieta o que leva muitas vezes a solidão e não compreensão de quem conosco convive e aos olhos e julgo dos desconhecidos.
  Epicuro disse “viva oculto” assim não terás tempo para se preocupar com coisas do mundo e sim somente das pessoas e do que de fato vale a pena preocupar-se: Com o ser, e aqui acrescento o Ser, com letra maiúscula, denotando a importância de manifestar em nós os anseios da alma e os desejos do Divino.
  Mas se diante de estudos, meditações, orações, mantras védico, o que faz que eu sinta essa tristeza e todos os desencadeamentos dela, pois a tristeza é um elemento como a sabedoria.
  Será que sabedoria e tristeza andam juntas? Será que a tomada de consciência de si move esses aspectos como ódio, raiva, desespero, dizendo que a alma está presa no corpo e precisará esperar o fim, para ela poder se libertar dessas amarras.
  Ora, guarde para ti a tua fé e meditemos um pouco sobre quem somos de fato e se de fato há culpa em existir. Felicidade é um momento, um ‘instante que desejamos que não acabe’ como menciona o Professor Clóvis de Barros Filho. Para se chegar a esses momentos na qual sou grato por tê-los na maioria do tempo que possuo, em minha atividade profissional, deve-se abdicar de condições exmas, sacrificar demandas e desejos, pois mortificando o corpo satisfaço a alma, segundo Eduardo Marinho, e Santo Agostinho quando menciona que devemos submeter o corpo à alma e não a alma aos desejos do corpo. Só assim encontramos a verdade.
  Então devo permitir a existência desse estado em que me encontro, e entender que também é um instante e isso acabará.
Simples assim.
                                                                                                Marcelo Barna, 29 de junho de 2019.

terça-feira, 11 de junho de 2019

UM CERTO DESTINO!


   Os Estóicos tinham razão. O destino por vezes nos impede de realizar nossa conduta.
   Falo isso em virtude de situações que vem ocorrendo. É me caro ausentar no trabalho, não gosto que isso ocorra pois como já venho falando, há em minha atividade uma responsabilidade, além de pessoal, uma responsabilidade social.
   Mas também, há a responsabilidade que possuo diante ao matrimônio e à filha que geramos.
   Bom, o fato é que os Estóicos diziam que há coisas que estão sob o nosso controle e, eventos que não estão sob esse controle. Àquilo que depende de mim está sob o meu controle, como pensamentos e decisões. Já aquilo que não depende, como a mudança do tempo, e mal-estares que acometem os outros, não estão sob o meu controle. E qual a relação com os Estóicos? A resposta é simples: toda escolha tem por necessidade um sacrifício de outra possibilidade. Dentre essa escolha, sacrifico o meu trabalho, pois o destino determinou que eu desempenhasse o seu desejo: Não ir Professar Filosofia e sim cuidar de minha filha e de seu mal-estar em virtude de uma virose, pois minha esposa foi acompanhar a mãe dela em uma  cirurgia. É disto que tratamos em nossas vidas, escutar e aceitar o que o destino nos impõe, mostrando nossa pequenez nas decisões diárias, como Jesus disse: ‘basta o dia de hoje’.
   Fico em casa, cuido, mas sacrifico a responsabilidade social e atendo à responsabilidade por assim dizer, Divina. Assim pratico a filosofia realizando a meditação diante às impossibilidades que coexistem na vida.
   Pode ser assim a nossa vida, ou neste caso a minha vida.

                                                                                                       Marcelo Barna. 11 de junho de 2019.



domingo, 26 de maio de 2019

O DIA EM QUE FUI AO CONFESSIONÁRIO



  Ontem estive no confessionário. Me recordo que a última vez que isso ocorreu foi na minha pré adolescência. Foi antes da missa das dezesseis horas.
  A questão que levei foi a de desejar saber o que é ser Cristão? Ora não havia ninguém na fila para se confessar, então aproveitei a oportunidade. Odeio filas e ficar esperando.
  Entrei na salinha apertada, um Padre, um senhor por volta de seus setenta anos, com um olhar inquisidor, talvez pela idade, fez o sinal da cruz, e me disse o que te traz aqui? Resposta: o que é ser cristão? Não acredito em pecado!
  Eu fiquei pronto para receber o sermão e provavelmente o discurso que iria me deixar irritado como sempre, que ser cristão é isso e aquilo, que precisa fazer isso e aquilo, que…que..que… sempre se deve… isso e aquilo.
  Bom mas para meu espanto nada disso ocorreu. Ao contrário, o Padre, lógico eu disse que havia tido uma vida dificil, filho de um pai alcoólatra, que nada deu certo até cinco anos atrás quando sem rumo e sem saber o que fazer, mas que no fundo já sabia, me inscrevi para ser professor eventual na rede de ensino do estado de São Paulo, na qual realizei um dos meus objetivos em cursar filosofia, apesar de já ter o diploma em psicologia. Concursei em dois mil e treze e tomei posse em dois mil e dezessete. Hoje sou professor em estágio probatório na disciplina de filosofia, na mesma rede. O Padre muito solicito começou um discurso mais voltado à razão do que propriamente às doutrinas da Igreja.
  Perguntou-me se eu acreditava em Jesus Cristo, e prontamente respondi que sim, mas eu não conseguia sentir o amor dentro de mim por Jesus, sabe aquela fé que observo, ao menos de fora em algumas pessoas. Então através dessa minha reposta o Padre me interpelou se eu amava alguém, e lógico que amo, respondi à ele que sinto amor pela minha família, pelo meu trabalho e pelos meus alunos, na qual dedico minha vida a isso, e praticamente somente a isso pois tudo praticamente gira em torno dos alunos e das aulas.
  Agora vem  o que me instigou à refletir. O Padre inteligentemente disse que a fé está relacionada ao amor, e Jesus Cristo deixou  o mandamento de amar aos outros como ele nos amou. Jesus não precisa que o amemos pois ele é Deus, e já possui o amor, nossa missão é amar aos outros seguindo esse mandamento. Fez referência a mais citações, e ainda falou que em primeiro a fé deve passar pela inteligência, entender a Palavra e o que Jesus deixou, para que assim possamos ter uma vida dedicada aos outros. Por fim me disse ainda que aquilo não era uma confissão, ou seja, aquele instante ali naquela salinha apertada com a missa iniciando, não era propriamente uma confissão e como um convite discreto me passou os horários que ele está ali para poder atender as pessoas. Lógico que entendi o convite e prontamente aceitei.
  Um Padre já com uma idade avançada, provavelmente, e como senti, dotado de sabedoria, e versado nas questões da Fé, com certeza não perderei a oportunidade de manter contato.
  Fiquei na missa, já que era a intenção mesmo, como venho fazendo aos sábados a tarde.
  Posso dizer que muito do que escutei vem de encontro com o vídeo passado em sala de aula sobre o tema amor, em que o Professor Clóvis de Barros Filho expõe três pensadores ou sábios a saber, Platão, Aristóteles e Jesus Cristo, tratando do amor em cada um e como estes pensaram o Amor. Por fim percebi e senti que estou no caminho talvez certo em ser um cristão, pois segundo o Amor em Cristo de acordo com o Professor e O Padre, a vida que vale a pena ser vivida é uma vida dedicada ao outro e não à conquista e acúmulos de bens materiais. Devemos criar tesouros que transcendem esse mundo, e esses tesouros e riquezas estão no espírito das pessoas, da humanidade e da natureza. Acho que estou estou no caminho.

Marcelo Barna. 26 de maio de 2019. O dia em que fui ao confessionário.